Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus que frio que me dá...O encontro desse olhar!
Mas se a luz dos olhos teus resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus na luz dos olhos teus sem mais lá rá rá rá...
Pela luz dos olhos teus eu acho, meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar...
Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus resiste aos olhos meus só prá me provocar
Meu amor juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus na luz dos olhos teus sem mais lá rá rá rá
Pela luz dos olhos teus eu acho, meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus...precisa se casar precisa se casar precisa se casar precisa se casar precisa se casar
Nós...
Ele me faz tão bem!
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Coração Alado...
O aço dos meus olhos e o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio mas deixaram suas marcas
Se hoje eu sou deserto, é que eu não sabia
Que as flores com o tempo, perdem a força
E a ventania vem mais forte
Hoje eu só acredito no pulsar das minhas veias
E aquela luz que havia em cada ponto de partida
Há muito me deixou, há muito me deixou
Ai, coração alado
Desfolharei meus olhos neste escuro véu
Não acredito mais no fogo ingênuo da paixão
São tantas ilusões perdidas na lembrança
Nesta estrada só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu ...
Ai, coração alado..
Acalmaram meu silêncio mas deixaram suas marcas
Se hoje eu sou deserto, é que eu não sabia
Que as flores com o tempo, perdem a força
E a ventania vem mais forte
Hoje eu só acredito no pulsar das minhas veias
E aquela luz que havia em cada ponto de partida
Há muito me deixou, há muito me deixou
Ai, coração alado
Desfolharei meus olhos neste escuro véu
Não acredito mais no fogo ingênuo da paixão
São tantas ilusões perdidas na lembrança
Nesta estrada só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu ...
Ai, coração alado..
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Amor meu grande amor!
Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
...Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água!
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço...
A vida do teu filho desde o fim até o começo...
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça!
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, porfavor, me reconheça...
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço...
A vida do teu filho desde o fim até o começo...
...Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água!
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço...
A vida do teu filho desde o fim até o começo...
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça!
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, porfavor, me reconheça...
Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço...
A vida do teu filho desde o fim até o começo...
Enfermeira
Enfermeiro... Não fala, coordena vibrações nas cordas vocais...
Não pensa, faz sinapse...
Não toma susto, recebe respostas galvânicas incoerentes...
Não faz hipótese , faz diagnóstico ...
Não chora, produz secreções lacrimais...
Não espera retorno de e-mail, espera feed back...
Não perde energia, gasta ATP...
Não perde pneuzinho , perde tecido adiposo unilocular ...
Não divide, faz meiose...
Não beija, permuta microorganismos...
Não se olha no espelho, faz avaliação postural...
Não tem pigarro, tem tosse improdutiva...
Não tem palpitação no coração , tem ritmos taquicárdicos no atrial ou no Ventricular ...
Não sofre fratura, tem descontinuidade abruta e traumática do osso...
Não dança, faz cinésio...
Não se apaixona, tem comportamento de padrão motor ativado pelas reações químicas e hormonais induzidas pelas respostas emocionais...
Não respira, faz troca gasosa...
Não tem dor de cabeça , tem algia na face ou "Cefaléia" ...
Não sente dor, tem estímulos nociceptivos!
Não pensa, faz sinapse...
Não toma susto, recebe respostas galvânicas incoerentes...
Não faz hipótese , faz diagnóstico ...
Não chora, produz secreções lacrimais...
Não espera retorno de e-mail, espera feed back...
Não perde energia, gasta ATP...
Não perde pneuzinho , perde tecido adiposo unilocular ...
Não divide, faz meiose...
Não beija, permuta microorganismos...
Não se olha no espelho, faz avaliação postural...
Não tem pigarro, tem tosse improdutiva...
Não tem palpitação no coração , tem ritmos taquicárdicos no atrial ou no Ventricular ...
Não sofre fratura, tem descontinuidade abruta e traumática do osso...
Não dança, faz cinésio...
Não se apaixona, tem comportamento de padrão motor ativado pelas reações químicas e hormonais induzidas pelas respostas emocionais...
Não respira, faz troca gasosa...
Não tem dor de cabeça , tem algia na face ou "Cefaléia" ...
Não sente dor, tem estímulos nociceptivos!
Eu sei, mas não devia...
Eu sei que a gente se acostuma...Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma!
Marina Colassanti
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma!
Marina Colassanti
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